quarta-feira, 2 de abril de 2014

A Condição Humana

A Condição Humana é um livro do escritor francês André Malraux e considerada como uma das maiores obras-primas do século XX. 
A Condição Humana é um dos livros mais lidos e comentados do século XX francês. Malraux, escritor e político francês, um dos grandes conhecedores do mundo oriental, produziu, dentro do seu estilo – profundamente filosófico e de uma densidade estrutural tremenda – uma obra fabulosa que tem como pano de fundo a revolução chinesa mas que versa, mais do que qualquer outra coisa, sobre o íntimo mais profundo do ser humano. 
A panóplia de personagens – asiáticos e europeus – oferece ao leitor uma visão possível de uma cidade – Xangai – asiática nos anos trinta. A China do pré II Guerra Mundial estava longe de representar a centralidade política, económica, cultural e militar da actualidade. Dividida, saqueada, miserável mas ciente da sua potencial grandeza a China dos anos trinta representava, para muitos, a riqueza e, para outros tantos, o ecossistema perfeito para a profusão do ideário comunista. 
É neste quadro que o romance decorre e as personagens vão sendo paulatinamente apresentadas. Chineses e europeus numa união em torno de um ideário comum não obstante as marcadas diferenças culturais. 
A Condição Humana é um livro fabuloso. A cena de entrada do romance é de uma intensidade tremenda e merece ser lida e relida quase à exaustão tal é a profundidade a que somos transportados. Esta obra permite-nos viver cada uma das acções e cada uma das reflexões num caso raro de transcendência literária. 
Note-se porém que este é um livro especialmente complexo e que não agradará a todos. A leitura do prefácio – na edição dos Livros do Brasil – da autoria do escritor português Jorge de Sena (um dos maiores da literatura em língua portuguesa do século XX) permite-nos aceder a uma interpretação avalizada e contextualizada da obra de Malraux. A Condição Humana, para os audazes, poderá ser fonte de enorme satisfação.

1 comentário:

Anónimo disse...

Olá! Decidiu abandonar o blog de vez? Raramente comento mas gostava de consultar as suas críticas aos livros. Espero que se encontre bem.