quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A Casa Verde

A Casa Verde é um romance do escritor peruano Mario Vargas Llosa, prémio Nobel da Literatura em 2010.
Não é habitual passarmos tanto tempo de volta de um livro. Normalmente em pouco mais de uma semana conseguimos tê-lo lido. No entanto esta obra de Vargas Llosa ofereceu-nos imensas dificuldades. Não obstante ser uma história interessante que se desenrola no Peru, entre a floresta da Amazónia e a cidade de Piura, a verdade é que cronologicamente atravessa um período muito extenso e a miríade de personagens dificulta – conjuntamente com a forma como as mesmas são apresentadas e a maneira como o autor escolheu para as integrar na narrativa – muito a compreensão absoluta da descrição dos factos e acontecimentos.
A escrita de Vargas Llosa pareceu-nos um pouco confusa. Para um leitor não peruano, longe do conhecimento profundo da realidade da floresta amazónica e do tempo histórico em que decorre a narrativa, a sucessão aparentemente anárquica dos acontecimentos e a maneira como os mesmos se entrelaçam causa enormes dificuldades no acompanhamento da história.
Face ao que escrevemos consideramos A Casa Verde um livro difícil e pouco cativante. Naturalmente que Vargas Llosa será mesmo um escritor de enorme qualidade. Não é por mero acaso que o prémio Nobel lhe foi atribuído. Procuraremos, brevemente, voltar à sua escrita de forma a podermos refazer a nossa opinião sobre este escritor sul-americano.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Encontros Marcados

Encontros Marcados, é o mais recente livro do viajante/escritor Gonçalo Cadilhe.
Há quem considere a literatura de viagens um parente pobre do género literário, talvez devido à falta de conteudo ficcional ou talvez porque se pense que os viajantes/escritores são menos dotados na arte das palavras. Não é, definitivamente, essa a nossa opinião! E no que a Cadilhe diz respeito, então só quem nunca leu um dos seus livros pode pensar dessa maneira.
Cadilhe é um viajante de excepção. Conhecedor do Mundo, ardarilho profissional, pesquizador de culturas e narrador de emoções, Cadilhe é, ao mesmo tempo, um escritor muito interessante e, Encontros Marcados, é um excelente exemplo do que afirmamos.
Ao longo dos últimos anos temos vindo a acompanhar a obra de Cadilhe. O que sempre nos emocionou nos seus livres é a forma cuidada com que relata, não os hoteis que visitou, mas antes as pessoas que conheceu no caminho.
Em Encontros Marcados, não encontramos o relato de uma viagem mas sim fragmentos que marcaram o autor e que permitiram conduzir a sua construação enquanto viajante mas sobretudo enquanto Homem. Não sendo uma autobiografia, como Cadilhe refere na nota introdutória, poderá, pelo menos, ajudar-nos a conhecer melhor o autor.
Encontros Marcados, não é o típico livro de viagens. Mais do que a narração de um caminho ou destino material é uma viagem ao interior de Gonçalo Cadilhe. Aconselhável a todos os fãs dos livros de Cadilhe.