quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra

Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra, é um romance moçambicano Mia Couto.
Mia Couto é um dos mais famosos escritores africanos de língua portuguesa. Ao longo dos últimos anos te construído uma carreira sólida e com momentos de grande brilhantismo. Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra, foi o primeiro romance de Mia Couto que tivemos oportunidade de ler. Em boa hora!
Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra é uma obra de grande beleza e de uma profundidade melódica com sabor a África. A história, sobre o enterro do avô Mariano, patriarca da família, contada com pronúncia africana, tem um ritmo diferente da maioria das histórias que vamos lendo ou ouvindo por aí. Talvez porque em África se viva de forma diferente, mais livre e pausadamente.
Este livro está repleto de belas e profundas personagens, cada uma com traços especiais que lhes permitem receber a sua dose individual de participação activa na construção da narrativa. O mais curioso, passa provavelmente, pelo conteúdo místico deste livro. Um morto que se expressa através de cartas e que guia a personagem principal, tranquilamente, em direcção a uma verdade perdida no tempo.
Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra, é um muitíssimo bom livro. Longe do rebuliço das grandes cidades, afastado nas narrativas modernas sobre a casualidade absurda da vida, Mia Couto transporta os seus leitores a lugares diferentes e únicos. Um livro a ler!

2 comentários:

Landa disse...

Li à pouco tempo "Contos do nascer da Terra" e gostei muito da escrita de Mia Couto. Tenho curiosidade de ler uma narrativa escrita por ele. Já tinha visto "Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra" mas não sabia do que se tratava. Parece interessante.

Boas leituras!

Tiago M. Franco disse...

Apenas li dois livros de Mia Couto, confesso que nunca consegui entrar na escrita do autor.
Relativamente a sua próxima crónica, Aprender a rezar na Era da Técnica, é na minha opinião um livro que tem tanta qualidade como o Memorial do Convento de Saramago.