quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Aprender a Rezar na Era da Técnica

Aprender a Rezar na Era da Técnica é um livro do português Gonçalo M. Tavares um dos maiores – senão mesmo o maior – nomes entre as letras nacionais contemporâneas.
Gonçalo M. Tavares é o nosso escritor português favorito da actualidade. Os seus livros – e em particular os livros pretos da tetralogia O Reino – são absolutamente extraordinários. Profundamente violentos e mordazes são reflexões intestinas sobre a mais recôndita natureza humana, reveladores de uma fabulosa capacidade de retrospectiva sobre a face menos visível dos indivíduos.
Aprender a Rezar na Era da Técnica é a expressão autêntica desta temível forma de escrita. Através de Lenz Buchmann, Gonçalo M. Tavares dá expressão a uma fantástica narração das característica de um ser cruel, indiferente e indecente que observa a sociedade através de um prisma de absoluto relativismo moral. Não deixa de ser curioso que as personagens de Gonçalo M. Tavares caíam sempre fora dos moldes tradicionais da moderna literatura.
Aprender a Rezar na Era da Técnica é um magnífico livro. Poderoso e absolutamente violento é um exemplo perfeito da qualidade das letras portuguesas. Gonçalo M. Tavares vai continuar por aí e acabará por ser, certamente, um dos mais galardoados escritores da sua geração.

3 comentários:

Tiago M. Franco disse...

Se coisas maravilhosas teve o ano de 2011, uma foi sem dúvida a descoberta de Gonçalo M. Tavares.
Aprender a rezar na Era da Técnica é uma obra rara. Para mim não é nenhum exagero comparar a qualidade desta obra com Memorial do Convento de Saramago.

Filipe de Arede Nunes disse...

Acho que este é um grande livro. Pessoalmente, e embora não tenha entrado para o meu top 10, considero-o bastante superior a Memorial do Convento! Talvez porque considere que Saramago fez mais e melhor que este!
Seja como for, Jerusalém é, na minha opinião, um livro superior a este Aprender a Rezar na Era da Técnica. Note-se que, considero Gonçalo M. Tavares o maior escritor português da actualidade e um daqueles que mais me têm impressionado a nível global.

Cumprimentos,
Filipe de Arede Nunes

Eunice Braga disse...

Três reacções depois de ler o comentário à obra.

1ª Espanto
2ª Vergonha
3ª Uma curiosidade Imensa!!

Espanto, por descobrir como comentador uma cara conhecida, sem estar à espera

Vergonha, por não conhecer sequer Gonçalo M. Tavares

Uma curiosidade Imensa, pelo positivismo das críticas

(Lá vou ter de ir a correr comprar o Jerusalém!!!)