terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Santuário

Santuário é um livro do escritor americano, Prémio Nobel da Literatura em 1949, William Faulkner.
Santuário, um livro cuja acção decorre num cenário fictício no Estado do Mississípi nos Estados Unidos da América, é uma obra violenta que aborda a temática da violação, da morte e acompanha alguns meses da vida de Temple Drake, uma jovem universitária apanhada num ciclo vertiginoso de terror e medo de Horace Benbow, advogado numa estéril tentativa de aplicação da justiça num caso de homicídio e Popeye, uma personagem ambígua e muitíssimo obscura e que pontua, de forma sistemática, todas as cenas principais deste livro.
Faulkner, de quem já tínhamos lido O Som e a Fúria, é um autor brilhante. A sua escrita, de uma profundidade aterradora, centra-se, não tanto no preenchimento de todos as faces da narrativa mas sobretudo na construção de personagens enigmáticas e de cenários meio pintados.
Santuário é um livro agradável mas violento. As temáticas abordadas e descritas podem chocar o leitor, sobretudo no que concerne à temática da violação, descrita, ainda que de forma parcelar, com assustadora profundidade.
William Faulker não é um autor de fácil interpretação e leitura mas as suas obras são de grande beleza estética e as suas narrativas são sempre capazes de prender os leitores ao livro. Santuário não é uma obra extraordinária ou imperdível mas é um bom livro.

3 comentários:

Í.ta** disse...

li dele "Os invictos". muito muito bem escrito. uma narração impecável.

abraços.

Lívia disse...

É um autor que já está há algum tempo na fila de leituras, fiquei mais interessada agora =)

Paula disse...

Terminei de ler este livro há dois dias, ainda nem fiz o comentário para o blogue.
É um livro que se lê muito bem, no entanto, custou-me ler os diálogos, incomodou-me imenso a palavra constante "disse"...disse um disse o outro disse disse...foi complicado centrar-me na narrativa e não em tal palavra...
Template é sem dúvida a personagem que marca o romance do início ao fim. Foi o primeiro que li de WF, tenho outros na estante, mas não sei se será para já :)
Abraço