quinta-feira, 15 de julho de 2010

O Sol Nasce Sempre (Fiesta)

O Sol Nasce Sempre (Fiesta) é um romance do americano Ernest Hemingway, autor cuja obra temos vindo a conhecer ao longo dos últimos anos e que apreciamos com cada vez maior intensidade.
Hemingway é um dos maiores escritores do século XX. A miríade de situações vividas possibilitou-lhe a capacidade de escrever sobre os mais distintos assuntos, desde a passagem pela Primeira Guerra Mundial até aos safaris em África.
Em O Sol Nasce Sempre (Fiesta) Hemingway transporta-nos à nova decadência da década de vinte do século passado e dá-nos a conhecer, numa primeira fase, o ambiente diletante de Paris, dos cafés e das festas borbulhantes, aos passeios nas boulevards cintilantes de uma cidade mágica e centro cultura mundial.
Não obstante a maravilhosa descrição de Paris, este Fiesta é sobretudo conhecido devido à sua segunda parte: a descrição da festa brava na cidade espanhola de Pamplona com as suas típicas touradas à espanhola.
Não é fácil encontrar descrições tão encantadoras da tourada à espanhola como aquela que nos é feita por Hemingway neste Fiesta. O pormenor e a paixão transmitida e o relato realístico da faena na qual o toureiro desafia a morte são magistrais.
O Sol Nasce Sempre (Fiesta) não é um livro apenas e só para aficionados. Ainda que algumas das descrições possam ferir algumas sensibilidades esta é uma obra que relata muito mais do que apenas a festa brava. Hemingway era um génio. É pecado não o ler!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

O Exílio e o Reino

O Exílio e o Reino é um livro de Albert Camus que reúne um conjunto de seis novelas dedicadas à reflexão sobre o conceito de exílio.
Ao longo dos últimos anos temos vindo a ler com cada vez maior entusiasmo e satisfação a bibliografia deste autor/filósofo francês de origem argelina e já nenhuma dúvida resta que é, indubitavelmente, um dos maiores escritores da história da literatura.
Camus é um autor de uma profundidade esfusiante, brilhante na arte de compreender o indivíduo e de fazer reflectir essa compreensão da natureza intrínseca do Homem em belas narrativas repletas de intensidade e significado. Em O Exílio e o Reino encontramos, mais uma vez, essas capacidades expressas de forma absoluta e inquestionável.
Pode haver quem diga, e haverá certamente, que Camus não é o mais fácil dos escritores e que nem sempre a mensagem é a mais clara. Pode-se até dizer que a densidade filosófica das suas obras torna difícil encontrar o seu mais intimo significado e que a sua erudição é contraproducente no panorama literário da actualidade. O que se não pode dizer é que as suas novelas não são do mais perfeito que foi escrito no século XX ou que as suas alegorias e metáforas não representam a virtude da arte da escrita.
Camus é um dos nossos autores favoritos e lemos cada um dos seus livros com avidez e com uma nítida sensação de cometermos um pecado. Camus é um autor extraordinário e a sua leitura obrigatória!

terça-feira, 6 de julho de 2010

O Símbolo Perdido

O Símbolo Perdido é a mais recente obra do best-seller norte-americano Dan Brown.
O Código de Da Vinci foi o primeiro livro de Dan Brow que tivemos a oportunidade de ler há cerca de seis anos atrás. Considerámo-lo, na altura, um livro excepcional pela capacidade que o autor demonstrava de cativar o leitor através de um encantador estilo de policial histórico. O Código de Da Vinci foi um dos mais interessantes livros que lemos desde sempre.
Após O Código de Da Vinci fomos lendo todos os livros do escritor norte-americano sendo que a partir de determinada altura compreendemos que o estilo utilizado por Brown era sempre o mesmo e que as suas obras não tinham qualquer encanto literário. Verdadeiros page-turners, indubitavelmente, mas incapazes de nos fascinarem.
O Símbolo Perdido é exactamente igual às anteriores obras de Brown. A verdade é que o estilo deste autor é uma fórmula de sucesso e a pesquisa que realiza para os seus livros é, aparentemente, excepcional. Este é um livro, que tal como os anteriores, se lê de um fôlego e numa ânsia brutal de conhecer sempre o capítulo seguinte.
Desta feita Brow aborda a temática da maçonaria (aliás já brevemente aflorada em O Código de Da Vinci) tema que suscita paixões dado o facto de estar envolto em grande secretismo. E Brown fá-lo de forma competente e honesta.
Apesar de tudo é preciso que se note que O Símbolo Perdido não é, nem nunca será, um grande livro. Isto independentemente da número de exemplares que vender. É um sucesso da mesma forma que serão todos os outros que o autor escrever no mesmo estilo enquanto o público não se fartar, mas não é um exemplar da arte de bem escrever.
O Símbolo Perdido é, não obstante, recomendado a todos os fãs de Dan Brow, até porque com este autor é caso para dizer que o leitor encontra sempre aquilo de que vai à procura!