quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Crónica do Pássaro de Corda

Crónica do Pássaro de Corda é um romance de um dos nossos escritores favoritos, o japonês Haruki Murakami.
Haruki Murakami é um dos mais fabulosos escritores vivos e a sua obra é sempre enigmática, mágica, perturbante e profundamente cativante. A facilidade com que Murakami conta uma história é quase inacreditável e os mundos por si criados, apesar do surrealismo militante que em si encerram, são deslumbrantes.
Crónica do Pássaro de Corda é considerado por muitos críticos a obra-prima de Murakami e foi vencedor do Prémio Yomiuri. E, efectivamente, este é um excelente romance. Mas talvez não seja o melhor livro que lemos de Murakami.
A narrativa segue a mesma linha das obras de Murakami que lemos até agora. Personagens – muitas e dispersas – e realidades surreais e uma fabulosa capacidade de entreter o leitor. Mas não nos enlouqueceu de alegria como a generalidade das obras deste autor.
A personagem principal é Toru Okada que vive numa alucinada perseguição – entre a realidade aparente e o sonho verosímil – pela sua fugidia mulher que o abandona sem aparente justificação. À medida que a narrativa avança – e as personagens surgem em catadupa – vamos descortinando o génio criador de Murakami e sentindo o porquê deste ser um dos maiores escritores vivos.
Crónica do Pássaro de Corda é um excelente livro. Talvez não tenha surgido na melhor altura – porque todos os livros têm um momento para serem lidos. Mas os fãs do autor vão, certamente, encontrar motivos suficientes para lerem este romance.

9 comentários:

t i a g o disse...

Eu adorei este livro, talvez também pela sua dimensão, que me permitiu passar mais tempo com as personagens de Murakami.

TERESA SANTOS disse...

Gosto muito da obra de Haruki Murakami, mas depois de ler "Kafka à Beira-Mar", muito dificilmente se lê qualquer outro com o mesmo gozo, onde o mistério esteja tão presente.

Anónimo disse...

Quem é H. Murakami? Por sinal será
algum "nascido" no país de Y. Kawabata, Y. Mishima ou Kenzaburo Oe?
Ou será alguma espécie de americano
com raízes japonesas?
Se for este o caso, aplaudamos a
arte maior (americanizada, claro) de
contar historietas para poderem ser
vendidas às carradas...
A qualidade não importa, importa sim
ter a obesidade cultural americana.

Filipe de Arede Nunes disse...

Caro anónimo,

Não sei se posso concordar. Influênciado pela cultura americana? Sim, certamente. Hoje em dia não somos todos? Agora dizer que é americano com raízes japonesas parece-me exagerado!

Enfim!

Cumprimentos,
Filipe de Arede Nunes

Anónimo disse...

Reafirmo as minhas palavras relativamente a um tal de Haruki Murakami. (Se porventura não conhecesse os grandes nomes da literatura japonesa, por certo, jamais poderia esboçar um comentário
crítico negativo, a repeito do autor
supra.) Como não sou um indefectível da jovem (mas pobre) literatura americana não posso ser afecto de
quem colha louros em quintal alheio...
Olhe, Filipe, resumo todo o valor da literatura americana a quatro ou
cinco nomes, quatro ou cinco obras.
De HEMINGWAY, apenas o VELHO E O MAR; de FAULKNER, o SOM E A FÚRIA, PALMEIRAS BRAVAS e SANTUÁRIO; de
E. CALDWELL, a ESTRADA DO TABACO...
salvo mais uma ou outra excepção,
o resto é de uma confrangedora pobreza. Anónimo - Jacinto de Campos

Filipe de Arede Nunes disse...

Caro Jacinto,

Agradeço o seu comentário que tomo em consideração.

Não sou crítico literário. Os textos que aqui publico não têm natureza científica nem se constituem como recensões. Não conheço o suficiente de literatura para projectos dessa índole.

Gosto de ler e faço-o sempre que posso, conjugando o romance, com o ensaio e a literatura de natureza técnica.

Quanto mais ler, mais saberei. Infelizmente parece-me que não terei tantas leituras como o Jacinto. E isso deixa-o em vantagem na discussão, pelo que me retiro da mesma.

Cumprimentos,
Filipe de Arede Nunes

Anónimo disse...

qual é o seu e-mail, Filipe?
o que consta do perfil não é aceite.
um abraço,
jacinto de campos

Filipe de Arede Nunes disse...

Caro Jacinto,

filipearedenunes@gmail.com

Cumprimentos,
Filipe de Arede Nunes

Bill disse...

Teresa,

Desculpe, é a mesma que fez um comentário a concordar com o meu ao "No teu deserto", do Miguel Sousa Tavares?