terça-feira, 29 de junho de 2010

Há Sempre um Amanhã

Há Sempre um Amanhã é um romance da americana Pearl S. Buck, escritora de quem já tivemos a oportunidade de ler o magnífico O Patriota.
Pearl Buck, que na já na anterior crítica consideramos uma autora de grande capacidade narrativa e enorme sensibilidade traz-nos em Há Sempre um Amanhã uma visão da América rural da década de vinte do século passado ao invés da visão do mundo oriental de O Patriota.
Não podem subsistir quaisquer dúvidas sobre a qualidade literária de Pearl Buck (reconhecida aliás no Nobel que 1938) mas neste livro encontramos, provavelmente, o lado mais novelesco da autora numa narrativa que faz um apelo decisivo à esperança e à capacidade de luta de uma jovem – Joan – contra os infortúnios de uma vida repleta de acontecimentos negativos e castradores da individualidade.
Há Sempre um Amanhã é também uma obra sobre a força inquestionável de uma jovem mulher na América campestre do inicio do século XX. É uma expressão da libertação da mulher face a um mundo conservador e profundamente religioso e aborda questões tão diversas como as relações entre brancos e negros e a deficiência física/mental.
Esta obra de Pearl Buck esteve longe de suscitar o mesmo interesse que O Patriota. Talvez porque seja muito mais uma novela do que um romance. Seja como for é um bom livro. E hoje em dia encontrar um bom livro é muito difícil!

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