segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O último navegador

O último navegador é o primeiro romance (e talvez não venha a haver mais nenhum) do conhecido actor português Vergílio Castelo.
Ao longo dos últimos anos temos tido a oportunidade de ler muitos romances, de autores portugueses e estrangeiros, clássicos ou modernos, e imaginamos a dificuldade que possa ser empreender numa tarefa tão difícil como escrever um livro. Apesar de tudo, cada vez são mais os indivíduos que, sem méritos conhecidos na área, resolver publicar romances.
O último navegador de Vergílio Castelo não é um bom livro e provavelmente nunca o virá a ser. O argumento parece saído de uma telenovela da TVI e o estilo do autor, embora não seja péssimo, é demasiado previsível, recheado de frases feitas e lugares-comuns, com personagens pouco desenvolvidas /trabalhadas numa ânsia brutal de descrever uma utopia de um Portugal futuro e adiado.
Não queremos com isto dizer que Vergílio Castelo escreva mal ou que o livro não tenha qualquer mérito. A obra até se lê com alguma facilidade e a narrativa tem algum sentido. Nota-se até alguma preocupação de incluir no livro algumas preocupações de natureza meta-filosófica. No entanto é tudo demasiado vulgar e banal sem sequer um pequeno vislumbre de brilhantismo, apenas uma sátira novelesca à sociedade actual.
Na generalidade dos casos, os livros que aqui temos criticado tem merecido uma observação positiva, no entanto este romance de Vergílio Castelo não pode de maneira nenhuma figurar entre aqueles que merecem a nossa distinção livro a não perder.

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