terça-feira, 16 de junho de 2009

Levantado do chão

Levantado do chão é um romance sobre o Alentejo do Nobel português José Saramago.
Ao longo dos últimos meses temos vindo a ler alguma da obra de Saramago, sobretudo pela capacidade que este autor tem de narrar originalidades e pelo seu estilo forte e apurado.
Este livro, embora não contando uma estória original – conta a estória de uma família desde o início do século XX até meados da década de setenta do mesmo século – retrata as condições da vida agrícola e do povo que nas terras trabalha. É um livro com uma componente político-social muito forte e profundamente ideológico.
Apesar de apreciarmos o estilo de Saramago, este livro revelou-se uma empreitada particularmente difícil, talvez devido à dinâmica política que o autor pretendeu imprimir ao mesmo.
No entanto, não queremos com isto dizer que é mau ou pouco interessante, mas apenas que não se revelou como um daqueles livros que queremos ler independentemente do que quer que seja.
Apesar de não termos ficado fascinados com esta obra, os amantes dos romances de natureza social e aqueles que se deixam seduzir pelo mundo agrícola e pelos movimentos subversivos no tempo da ditadura portuguesa podem encontrar nesta obra de Saramago um bálsamo e uma fonte romanceada de grande interesse.

4 comentários:

pat disse...

Vês como é só entrar no teu blogue e encontra-se logo erros ortográficos? Não vou é dizer-te qual, porque assim até te obrigo a reler o texto e a puxares pela cabeça.

Bj!

Filipe de Arede Nunes disse...

Não uso história para falar de estórias!

Cumprimentos,
Filipe de Arede Nunes

p disse...

Eu não disse que era isso. Eu sei português e sei que as duas palavras existem.

os-meus-livros disse...

Olá!
Também li esse livro de Saramago e achei muito interessante. Acho que é um bom espelho do que foi o Alentejo e os tempos da ditadura de Salazar, compreendndo também a interessante estória da fanília Mau Tempo. No entanto, o que me fascinou mais foi o estilo de Salazar, a forma genialmente irónica como o narrador se manifesta e que me faz pensar "como é que o Saramago consegue fazer estas coisas com as palavras. Não admira que tenha ganhado o Nobel". Agora estou a ler O Ano da Morte de Ricardo Reis e estou a achar muito mais maçudo. Parece-me que nem o estilo irónico de Saramago está tão presente