segunda-feira, 3 de novembro de 2008

As paixões de Júlia

As paixões de Júlia, é uma fantástica obra do escritor Somerset Maugham que relata a vida de uma mulher que se transforma paulatinamente numa deusa da arte de bem representar no teatro londrino dos anos trinta do século XX.
Nesta obra de Maugham, que é um profundo conhecedor do mundo do teatro em virtude de além de romancista ter sido também dramaturgo, traz-nos a estória de uma mulher que atinge o estrelato na cidade de Londres à custa de um talento estonteante que faz da sua representação a mais brilhante do seu tempo.
A obra relata a vida de Júlia Lambert e a forma como se relaciona apaixonadamente com todos os homens da sua vida, quase sempre de uma forma arrebatadora e violenta, sendo capaz de amar rapidamente e com toda a intensidade possível e de deixar de amar com a mesma velocidade.
No entanto, no nosso entender, a verdadeira mestria deste livro não reside no relato dos factos que fazem de uma obra um romance, mas sim na profundidade que Maugham consegue dar às suas personagens. Júlia Lambert é uma personagem descrita até à exaustão e com uma perfeição que é difícil encontrar na literatura dos nossos dias. Maugham tem o génio de através das palavras descrever, não apenas ambientes e locais, mas sobretudo personalidades e sentimentos.
Já anteriormente tinham sido confrontados com o perfeccionismo de Maugham. Em No fio da navalha, este autor já nos tinha presenteado com o brilhantismo que está apenas ao alcance de alguns, o que voltou a fazer com na obra em análise.
Como é óbvio pelos elogios que tecemos supra ao autor e ao livro, aconselhamos vivamente a leitura desta obra. É uma maravilha que não pode deixar de fazer parte da biblioteca pessoal de cada um de nós.

5 comentários:

Livros em 2ª Mão disse...

Emprestaram-me este livro há pouco tempo, mas ainda se encontra na estante à espera de oportunidade. De Maugham li "O Fio da Navalha", do qual gostei, e "Paixão em Florença" que me desiludiu. Talvez por isso ainda não tenha começado a ler "As Paixões de Júlia", embora o teu post tenha dado um novo ânimo.

PS: Escreves normalmente na 1ª pessoa do plural (ex.: no nosso entender). É uma opinião conjunta, partilhada?

IM disse...

Calculo que seja o plural majestático...

Filipe de Arede Nunes disse...

Respondo ao livros em 2.ª mão com a ajuda do Im. Efectivamente escreve num plural majestático. É de há muito tempo.

Não li Paixão em Florença. Neste autor, mais do que do enredo, gosto particularmente da capacidade de criação de fabulosas personagens. É algo difícil de encontrar normalmente.

Anónimo disse...

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Carolina disse...

E um livro da tua autoria?
Isso é que era um grandioso feito!